[:pb]Algum dia você pensou que poderia exercer a medicina nos Estados Unidos sem concluir uma residência ou fellowship em alguma universidade americana? Até mesmo os médicos formados no país precisam passar por um longo caminho até obter sua licença. Para todos, americanos e estrangeiros, uma boa nota nos Steps 1 e 2 do USMLE – United States Medical Licensing Examination – é indispensável.

Para quem nasce aqui, o primeiro desafio é vencer os quatro anos de PreMed, um curso de nível bacharelado, que serve como requisito para prestar o MCAT – Medical College Admission Test. Essa prova é administrada pela Associação Americana de Escolas Médicas e o seu resultado é a primeira peneira para saber quem entra nas universidades pra fazer a Med School, propriamente dita. Pensou nos 850 pontos do Enem? É uma boa associação! A nota mais alta possível no MCAT é 528 e a média para admissão em um curso de medicina é 511.

Todos que conseguem ser selecionados para as Med Schools têm pela frente mais quatro anos de estudo. Normalmente entre o segundo e o terceiro ano os estudantes fazem o Step 1 do USMLE. Apesar de a nota de corte ser 192, na prática, a barra é mais alta: a nota média necessária para entrar para uma residência gira em torno de 222 (para estudantes americanos). No caso de estrangeiros, a concorrência é um pouco mais acirrada. Em 2018, a nota de aprovação de um não-americano para residência foi 234 pontos no Step 1. Para especialidades mais concorridas, como Neurocirurgia, por exemplo, chegou a 246.

Entre o terceiro e o quarto ano da Med School, os estudantes americanos aplicam para o Step 2. Da mesma forma, apesar de a nota de corte ser 209, para ter uma chance numa boa residência, eles estudam para tirar algo em torno de 232 pontos. Se você é de fora, o número sobre para 240. Em 2018, foram precisos 249 pontos no Step 2, para um estrangeiro entrar para residência em Cirurgia Geral.

Mas tem um pulo do gato: as vagas são divididas em preliminares – cursos de 1 a 2 anos que servem de pré-requisito para algumas especialidades – e categóricas, que são as residências completas, que podem durar até cinco anos e rendem o certificado da especialidade. Não precisa dizer que as vagas preliminares são mais acessíveis, né?

Você deve estar fazendo contas mirabolantes. Eu digo pra você: sim, obter uma boa nota no USMLE é um processo bastante desafiador, mas está longe de ser inviável. Costumo comparar o tempo de preparação para os Steps com o treinamento para uma maratona ou uma escalada de grandes proporções. Ninguém começa correndo os 40 quilômetros na primeira semana ou se aventura em grandes altitudes sem a capacitação adequada.

Para aplicar para a residência, estrangeiros precisam ter feito três provas: o Step 1, composto por 280 questões de múltipla escolha sobre Ciências Básicas, que pode ser feito a qualquer momento depois do ciclo básico. E o Step 2, que é dividido em duas etapas: CK/Conhecimento Clínico e CS/Competências Clínicas. Para esse exame, o ideal é já ter começado o internato. Ambos precisam de preparação específica, pois as provas são muito diferentes das que os estudantes brasileiros estão acostumados. Eu diria que meus alunos brasileiros levam, em média, de 6 a 12 meses se preparando para o Step 1, e de 3 a 6 meses para o Step 2.

Do ponto de vista quem já fez a prova e atua hoje como professora, eu digo a vocês que, sim, precisa de dedicação, de trabalho duro, mas é totalmente possível. Quer um motivador? No primeiro ano de residência, a grande maioria dos alunos aprovados já começa a receber uma bolsa de 60 mil USD por ano, mais o seguro saúde. E, depois de formado, nos Estados Unidos não faltam vagas para médicos, que, em média, recebem salário inicial em torno de 200 mil dólares por ano (como base de comparação, o salário mínimo é 7,25 USD/hora).

E então? Trabalhar nos Estados Unidos está nos seus planos? Vem com a gente! Aqui na MBSA nosso sonho é ajudar você a realizar o seu!

Um abraço,
Juliana Soares Linn

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