De aluno para aluno: Como é se preparar para o USMLE?

por 23/08/2020

De aluno para aluno: Como é se preparar para o USMLE?

Quando estamos prestes a encarar um novo desafio, não há nada como ouvir a experiência de quem já passou pela mesma situação. Seja planejando uma viagem, começando um novo capítulo na vida, entrando em um novo emprego ou fazendo uma prova que vai viabilizar que tudo isso aconteça ao mesmo tempo!

Por isso, entrevistamos o Ernani, aluno da MBSA que foi aprovado no Step 1 recentemente, para conhecer um pouco de sua trajetória e ouvir os conselhos que ele tem a dar para aqueles que vão começar o curso preparatório agora!

Em que momento você decidiu embarcar nessa jornada do Step 1 e por quê?
Ernani: Com 18 anos, assim que passei no vestibular, fui morar nos Estados Unidos por 5 meses e me apaixonei. Sempre tive vontade de morar lá definitivamente, mas, no meio da faculdade, conheci minha esposa, que não tinha nenhuma vontade de morar fora – muito menos nos EUA, já que ela tinha um certo bloqueio com o país. Acabei desistindo de morar lá, mas, depois de algumas viagens de férias ao país, essa barreira da minha esposa com os Estados Unidos foi diminuindo e ela até disse que embarcaria nesse meu sonho!
No primeiro dia de aula do curso da MBSA de 2019 – que eu ainda nem sabia que existia – eu e minha esposa estávamos no carro voltando do almoço, quando ouvimos uma notícia no rádio sobre a situação socioeconômica do Brasil e ela me perguntou “Por que você não estuda para fazer a prova pra validar o diploma e, se precisarmos, irmos morar nos EUA?”. Na hora eu já disse que não tinha a menor chance, já que eu nem sabia como funcionava o processo e qual era o conteúdo cobrado. E, ainda por cima, sabia que não conseguiria estudar sozinho, já que eu gosto mesmo é de estudar em turma.
Como somos cristãos, naquele momento, em silêncio – e sem eu saber! – ela fez uma oração que se fosse da vontade de Deus surgisse uma oportunidade ou um grupo de estudos para eu me preparar para a prova.
Meia hora depois, quando cheguei ao trabalho, meu chefe me contou sobre o curso preparatório para o USMLE que começaria naquela noite. Peguei o telefone e liguei para minha esposa, que me contou da oração que tinha feito e disse que essa só poderia ser a resposta!
Logo peguei o contato da Dra. Juliana e me inscrevi no curso – para começar no mesmo dia.

Como era sua base na medicina? Estava afastado da faculdade há muito tempo?
E: Eu me formei em 2006 e, desde então, fiz algumas pós graduações – duas delas, inclusive, tiveram que ser trancadas para que eu pudesse estudar para o Step 1 e estou voltando agora.
Mesmo com as pós graduações e nunca tendo sido reprovado na faculdade, havia muito conteúdo para revisar e até aprender, afinal, foram 13 anos desde que me formei.

Na sua opinião, ser um old graduate é uma vantagem ou uma desvantagem?
E: Para mim, é uma desvantagem. Quando você é jovem e está com o conteúdo fresquinho na cabeça, é bem mais fácil. Você pode até fazer o curso durante a graduação e usar o material dos Steps para estudar para as provas da faculdade.
Como tenho três filhos, conciliar a família com os estudos também não foi nada simples. Mas dá para chegar lá! Tanto que eu cheguei e tirei uma boa nota na primeira prova.

Qual era sua estratégia de estudos para o Step 1?
E: Minha estratégia é seguir tudo que a tia Ju manda! Hahaha Eu perguntava e ela me orientava em todos os passos. Vez ou outra eu fiz do meu jeito, depois de conversarmos sobre qual seria a melhor forma de seguir, mas isso aconteceu em momentos muito pontuais.
Aliás, essa é a melhor parte do curso: a Juliana e as mentorias. O contato é muito próximo e animador, ela antevê os erros e te ajuda a não os cometer.
Na prática, procurei sempre acompanhar o curso (perdi uma única aula e assisti assim que foi disponibilizada), estar em dia com os homeworks (que são muitos!) e procurar mnemônicos e músicas para ajudar na parte das decorebas. Eu, como músico frustrado, criei várias músicas para memorizar o conteúdo!

Como conciliar o curso da MBSA e as outras obrigações da vida cotidiana?
E: Essa tem sido a parte difícil do processo, porque requer muito tempo, não só para assistir às aulas, mas para estudar durante o dia. Logo percebi que teria que adaptar minha rotina e trabalhar o mínimo possível para conseguir estudar.
Em relação à família, conversei com minha esposa sobre minha ausência e sempre separava um momento do dia para estar com eles. Mas não é simples, o tempo ficou curto para tudo. Quando estava livre, dava um jeito de estudar ou fazer homework. Se você é jovem, solteiro e sem filhos, deve ser mais fácil.

Houve alguma ocasião em que você esteve inseguro em relação ao processo? O que te fez voltar aos trilhos?
E: No primeiro ou segundo mês do curso, você dá uma desanimada quando percebe que tem muito assunto e muito conteúdo para memorizar. Você acaba esquecendo. O que estudou agora, daqui duas semanas já não lembra mais.
Não digo que fiquei inseguro porque, nas tutorias com a Juliana, ela dizia que é assim mesmo, que precisava ter paciência e não desistir, porque as informações vão entrar na cabeça e ficar lá.

Como foi o período de aulas com a Dra Juliana? Quais foram os pontos fortes da jornada?
E: O período de aulas é duro. Tem muito tempo de aula e muitos homeworks, não é fácil, não. É sofrido, precisa querer muito fazer esse processo. Mas eu creio que não tenha outra forma. A prova é muito complicada, sem esse curso eu acredito que teria chances baixíssimas de ser aprovado, ainda mais com uma boa nota. Conheço pessoas inteligentíssimas que estudaram por conta própria e não foram aprovadas.
Um dos pontos fortes da jornada é a forma como a Ju conduz as aulas, que são espetaculares. E ela vira uma mãezona para todo mundo, puxando a orelha e incentivando.
Outro ponto forte é ver sua evolução pouco a pouco. Apesar de ser muita matéria e muita informação, devagarinho e com persistência, aqueles assuntos vão sendo aprendidos e vão ficando na memória.
Assim que o curso terminou, eu revisei o material e, mais ou menos um mês depois, fiz o meu primeiro simulado (NBME). Tirei uma nota boa, o que me mostrou que eu estava no caminho certo e me deu energia para estudar e revisar mais e mais. Conforme ia fazendo outros NBMEs, minhas notas iam melhorando.

Conta para a gente um pouco da experiência com a prova. Em algum momento você sentiu estar pronto? Qual era seu estado de espírito indo fazer a prova?
E: Depois de fazer vários NBMEs (uns 8 ou 9) e ver minha nota melhorando a cada simulado, percebi que estava pronto. Cheguei a marcar a prova para Março de 2020, mas, por conta da pandemia, todos os centros onde a prova era realizada fecharam. Acabei fazendo a prova em Junho, o que foi bom, porque pude revisar o conteúdo de novo.
Senti um pouco de alívio indo fazer a prova, eu sabia que essa etapa ia acabar porque tinha certeza de que seria aprovado. Eu me sentia bem preparado, então, se não passasse agora, não passaria nunca mais.
A Juliana falava “Você vai se divertir fazendo a prova”. Eu não acreditava nela, por saber que é uma prova dificílima, mas foi como ela disse mesmo. No início fiquei bem nervoso, claro, não sabia o que esperar, mas quando estava lá pela décima questão e vi que as perguntas eram bem semelhantes àquelas que eu já havia estudado e que tudo estava dentro do previsto, realmente fui me divertindo e foi legal, não teve muito estresse, não.

E depois do Step 1? Como foi?
E: Ah, depois do Step 1 foi bom demais, um alívio enorme! Mesmo antes do resultado chegar – o que demorou uns 15 dias – só comemorei, relaxei e curti a família. Dá uma sensação de dever cumprido!

Gostaríamos de te pedir algumas palavras de sabedoria para aqueles que estão começando o processo agora.
E: O processo é duríssimo, muito puxado. Requer muito esforço físico, mental e emocional e apoio da família, que precisa entender que você não vai ter as mesmas interações sociais (pelo menos não no mesmo nível que antes) e que você vai ter que abrir mão de algumas coisas para ter tempo livre. Mas é possível! Eu consegui e acredito que qualquer um consiga passar – e passar bem! – nessa prova.
É preciso manter o foco, seguir as orientações dos mais experientes e as direções da Juliana. Você tem que querer e não desistir. No momento certo, quando a Dra Juliana perceber que você está pronto para começar a fazer os simulados, você vai fazer, passar e chegar lá, assim como eu cheguei!

É bom saber que temos com quem contar quando enfrentamos uma rotina pesada de estudos. Além de contar com as tutoriais individualizadas, como o próprio Ernani mencionou, nossos alunos contam uns com os outros, numa rede de apoio que torna o processo mais prazeroso! Ficou com alguma dúvida sobre as aulas e o USMLE? Entre em contato conosco pelo direct do instagram e fique de olho no nosso perfil para conferir nossos bate-papos e lives!