Oi pessoal!

Um médico estrangeiro que deseja exercer a Medicina em Portugal precisa passar por um processo de revalidação do seu diploma, assim como acontece na maioria dos países. Esse processo é dividido em três etapas distintas: Teórica, Prática e Pública.

Neste post, vamos falar um pouco sobre a Prova Prática. Você sabe quais conhecimentos são cobrados nessa fase? 

O conteúdo cobrado

Para realizar a Prova Prática, o candidato precisa já ter sido aprovado na etapa anterior, teórica. Nesta fase, é necessário comprovar as habilidades de atendimento em casos clínicos reais.

Geralmente são indicados um ou dois pacientes, que o médico deve entrevistar e fazer sua análise clínica. Seu relatório sobre o caso deve conter detalhes da anamnese, do exame físico, da proposta de diagnóstico provisório, da proposta terapêutica e do prognóstico. 

É preciso atingir 50% da pontuação total para ser aprovado nesta fase.

A aplicação

A Prova Prática é aplicada por universidades e instituições portuguesas, com pacientes reais que estejam internados nos hospitais. 

“A banca é formada por um cirurgião e um clínico e, ao chegar, é sorteado um paciente para o candidato”, explica a Dra. Adriana Motta, pediatra brasileira que atende em Lisboa há mais de 3 anos. Sendo assim, o médico pode se deparar com pacientes tanto de enfermarias de Clínica Médica quanto internados em Unidades de Terapia Intensiva.

Após o sorteio do paciente, o candidato tem cerca de 1h para a realização da entrevista e análise clínica. Durante a elaboração do relatório, o médico pode solicitar possíveis exames complementares que o paciente já tenha realizado. Pode ser que sejam entregues todos, somente os solicitados pelo candidato ou mesmo nenhum, varia de acordo com a universidade.

Discussão do caso

No dia seguinte, o candidato realiza uma discussão sobre o caso apresentado, com um grupo de professores avaliadores – geralmente dois. 

É feita a leitura da anamnese e, na sequência, os membros da banca fazem perguntas relacionadas ao caso. Dependendo da instituição onde o médico está fazendo o processo de revalidação, ele já deixa o local sabendo se foi aprovado ou não.

“O lado bom do formato dessa prova é que, após entregar o relatório, você vai para casa e só volta no dia seguinte, o que te permite ter um tempo para estudar para a discussão de caso – ainda mais se você for sorteado com um paciente que não é da sua especialidade”, conta a Dra. Motta.


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