[:pb]Resolver questões é um dos pontos cruciais na preparação para qualquer exame. Mas quando você deve fazer um simulado? Para ter uma ideia real de qual seria seu rendimento na prova oficial do USMLE, é preciso ter aprendido e revisitado todo o conteúdo, pelo menos uma vez. Antes disso, há uma grande chance de o simulado servir apenas para te desanimar. Seria como prestar o ENEM no início do Ensino Médio e achar que a nota seria a mesma que você é capaz de conseguir depois de fazer um pré-vestibular.

Com meus alunos, costumo fazer uma prova no início do curso, que batizei de Baseline Assessment. São 200 questões para avaliar o nível geral de conhecimento, ter uma ideia dos pontos fortes e das necessidades de melhoria de cada um. Fazer um simulado com questões do exame, nesse momento, não adiantaria muito, porque o USMLE é uma prova totalmente diferente daquelas que os estudantes brasileiros estão acostumados. Costumo dizer que não existe milagre, existe trabalho duro.

A medida que o conteúdo vai sendo (re)visto, vamos resolvendo as questões daquela matéria. Gosto muito do banco de dados do UWorld, que oferece cerca de 2.500 perguntas. Vamos e voltamos nelas, e deixamos os simulados para o fim do curso, depois de os alunos já terem resolvido as questões pelo menos duas vezes e, juntos, termos aparado as arestas necessárias.

Você pode me perguntar quanto tempo leva esse processo todo. Vou te dizer, com a maior sinceridade, que depende do ritmo de cada aluno e do tempo que ele tem disponível para se dedicar à preparação. Apesar de as aulas do curso intensivo durarem 19 semanas, tenho visto que meus alunos costumam levar, em média, um ano para se sentirem preparados. Nesse tempo, fazemos todas as questões, duas, três vezes, tiramos as dúvidas e, depois, sim, partimos para os simulados, para ter uma ideia da nota que eles têm capacidade de alcançar.

Sobre isso, tem uma questão que me intriga, quando se trata de alunos brasileiros: muitos deles, mesmo estando prontos para prestar o exame, teimam em adiar a prova por mais tempo do que o necessário. Entendo que, muitas vezes, é aquela necessidade de sentir-se preparado para alcançar o melhor resultado possível, mas, outras, me pergunto se não existe aí uma insegurança não fundamentada. Nesses casos, tento mostrar para eles que o trabalho foi feito, e os resultados dos simulados servem bem para isso!

Pra quem prefere estudar sozinho, dou sempre as mesmas dicas: selecione as suas fontes de estudo com critério – o First Aid, indispensável!, e bons volumes sobre Patologia, Fisio e Farmacologia normalmente são a bibliografia básica. Você pode acrescentar uma outra “bíblia” da matéria que tem mais dificuldade. Além disso, um bom banco de perguntas é tudo o que você precisa. Sair adquirindo aleatoriamente todo o material disponível em meio eletrônico é perda de tempo e só vai te confundir!

Ah, esqueci, de outro item importante: um relógio! Sim, você precisa estabelecer metas a serem cumpridas diariamente. Tenha um horário. Levante para comer, ir ao banheiro, espairecer por alguns minutos, mas, no geral, encare o período de preparação como um trabalho. Você tem hora para entrar e (na maioria dos dias) hora para sair.

Bons estudos!

Um abraço,
Juliana Soares Linn
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